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sábado, 19 de março de 2011

Por que o quadro da Tarsila?

Senti necessidade de explicar o porquê coloquei o quadro "Operários" de Tarsila no meu blog .O que tem a ver o "desabafo", título do blog, com um quadro de 1933, que retrata os trabalhadores brasileiros? Estes,que por sinal  já vivenciavam a vida nas fábricas (evidenciadas pelas chaminés). Ai, tem tantos motivos.Primeiro, sendo bem sincera acho lindo demais. Super estético, gente. As carinhas diferentes, a cor viva. Segundo porque tenho seguido os rumos da História Social do Trabalho em minhas pesquisas como historiadora,  e desde que adentrei nisso fico com esse quadro como se fosse de pano de fundo.
Mas o motivo principal é a infinitude da obra. Todas as pessoas do mundo parecem tá ali. O quadro não acaba no fim da moldura, ele nunca acaba. Somos nós. Não são só os operários de fábricas. Eu estou ali. Portanto não consigo ainda pensar em nada melhor para por ali que retrate profundamente o que vim fazer no mundo dos blogs. Se uma pessoa apenas daquele quadro ficasse revoltada, se sentisse tocada, ou ficasse feliz com alguma palavra desta nova blogueira perdida, já me seria o suficiente.
E por falar em infinitude do quadro, preciso colocar uma música maravilhosa de Djavam chamada , adivinhem o quê? "Infinitude". Olhar para a obra de Tarsila do Amaral, ouvindo essa música, definitivamente combina.

Eu vou cantar pra você
Do que é feito o novo amor:
De um outro amar, que é ceder
Pela unidade de todos nós
Reinventar, reviver,
Ressignificar o amor,
Que esse que está
Já não dá, caducou
Essa já não é mais a época
De se ligar na própria dor!
E guerrear, sempre em nome do amor
Pois o que ele quer
É crescer o mais que der
Até a infinitude
Do olhar, do ouvir,
Nas mãos em algum jardim,
Da gente da terra enfim
Crescer, buscar, até chegar a Deus
Pra amar essa terra e os seus

sexta-feira, 18 de março de 2011

Uma amiga minha negra está na Irlanda e não foi atendida porque é negra. Agora alguém me responde? Até quando vamos fingir que nada mais acontece ou vamos apenas dizer: QUE ABSURDO!

quinta-feira, 17 de março de 2011

A doutrina espírita me ensina.

 Tá aí.
"[...] encontramos a poligamia que, como o nome indica, é a união conjugal de uma pessoa com várias outras, pertencendo ao gênero do qual é espécie a poliginia e a poliandria.A poliginia serve para designar a união de um homem com muitas mulheres. No mesmo padrão, temos a poliandria, que é a união de uma mulher com vários homens. A monogamia, por seu lado, expressa a cultura em que o homem e a mulher têm apenas um cônjuge. No Planeta, mais especificamente na África e no Oriente, ainda existem povos que cultuam a poligamia, cuja extinção vem ocorrendo gradualmente, com o passar dos milênios, o que caracteriza o fim de um ciclo de etapas do progresso humano.

Embora em alguns casos imposta sob rótulos religiosos, trata-se de uma cultura protegida, em determinados países, pela legislação transitória dos homens, costume proveniente das eras remotas, em que prevalecia o estado de natureza, e também das sociedades patriarcais e matriarcais da Antiguidade, em que se exacerbavam os instintos animais, favorecendo a promiscuidade sexual. Por fim, o casamento monogâmico deve fundar-se na afeição dos seres que se unem, o que já não ocorre na poligamia, em que não existe afeição real, mas apenas sensualidade. A monogamia, portanto, é a união mais em consonância com a lei do progresso, porque estimula o aperfeiçoamento dos laços de sentimento entre o casal. Para servir a Deus, entretanto, não importa se somos adeptos dessa ou daquela religião. O que interessa mesmo é o cultivo sincero da conduta ética em sintonia com os ensinos do Cristo."
Christiano Torchi do site :
http://marcoaureliorocha5.blogspot.com/2010/11/celibato-monogamia-e-poligamia.html

Poligamia, Traição. Estamos evoluindo?

Hoje me dediquei ,desde que levantei,  a ler sobre esse assunto que parece ter ocupado as mentes mais efusivas, mais à toas, mais traídas. Eu estou começando a ter sérios problemas com a psicanálise. Isto porque toda vez que leio algo de psicanalistas, ao invés de absorver da leitura uma compreensão sobre o homem, sobre mim mesma,oras bolas, eu saio da leitura mil vezes pior do que entrei. Meu Deus, nem estou falando do grande "fodão" da psicanálise Sigmeund Freud ( me deu uma vontade de escrever froiiiiid , ai lembrei da Madonna : "Sigmeund Freud analize this") . Na verdade acho que só consegui ler algumas frases clichês dele por aí. Mas estou  falando de alguns loucos psicanalistas twitteiros , blogueiros atuais que ficam falando sobre as relações amorosas e sexualidade. Para uma ampla maioria, e é fato, a POLIGAMIA ESTÁ DE VOLTA e segundo eles, QUE ÓTIMO. É gente, podem discordar a vontade, desabafem também. Mas sem condições, estamos caminhando rumo à quê? Segundo a psicanalista Regina Navarro Lins, estamos caminhando a passos curtos para a extinção do contrato de exclusividade entre casais e a uma melhor aceitação da traição. Traição, esta minha gente, que nem deve ser chamada segundo Regina, de traição, porque é uma palavra muito forte.     Palavras de Regina "[...] não considero relação extraconjugal traição. A palavra traição me parece totalmente inadequada, porque é uma coisa muito grave trair. Relação extraconjugal é uma coisa muito comum, corriqueira. Ou seja, as pessoas são casadas e têm vontade de variar, ter relações extraconjugais, e nada é mais normal que isso. Volto a repetir que o grande problema é o pacto de exclusividade. O que é uma ficção..."
Sim, a extinção do pacto/contrato de exclusividade do tipo "Você é meu e se anule porque seremos uma só carne (e uma risada de bruxa)" é, de fato uma evolução. Regina arrasou nesse sentido. Temos que ter nosso individualismo , nossos momentos de perfeita harmonia com nós mesmos. Não acho possível ser feliz fazendo de alguém seu único objetivo e motivo de vida e nem achar que tal pessoa é sua alma gêmea, que foram feitos um para o outro e nada mais importa. Há família, há amigos, há trabalho, estudo, momentos e há seu companheiro(a) junto nesse bololô .

Mas, pelo amor de Deus, vamos por partes, como diria Jack, o Estripador. Dizer que a traição e a poligamia na jogada também (afinal poligamia neste país não é aceita e é portanto uma traição ) é comum, tudo bem, mas pode-se dizer que é normal??? Uma coisa é você trair porque afinal de contas não assinou nada que falasse que deveria ser santo, casto e perfeito, todos nós temos dúvidas, vontades, loucuras, paixões que nos fazem agir por instinto. Outra é você trair  e se sentir culpado não por ter traído, mas  porque a sociedade está massacrando você com a exigência de uma exclusividade da qual você é meramente vítima. 
Então tá .Vamos sanar problemas psicológicos de carências, falta de sexo com nosso parceiro, falta de conversa, falta de amor (toma coragem e termina caramba!) , tristeza no emprego, brigas por causa da posição da escova de dente por meios fisiológicos. Vamos pensar com nossa vagina e nosso pênis, vamos saciar nossos desejos mais íntimos e sensuais e vamos, e isso é o mais importante, dizer para nosso cônjuge, parceiro, namorado: " Fiquei com outra pessoa e nos dias de hoje isso é natural, meu bem, super normal. Tanto que repetirei semana que vem. Vai me querer mesmo assim ou não? Decide aí, porque tenho um sexo às 21h."
Vamos regravar em 2020 o filme "Guerra do Fogo" (aquele que sempre assistimos na aula de História, em alguma série do Ensino Fundamental) que conta como era a vida pré-histórica. A única diferença para tudo daquela primeira versão é que estaremos mais bonitinhos.
As pessoas não tem a mínima vontade de sentarem e meditarem sobre si mesmas, de assumirem seus próprios demônios e medos com convicção e diginidade. Menos ainda preocupam-se em fazer uma prece, uma oração, de voltarem seu pensamento que seja para uma bola de energia, para o Sol, para os deuses, para os anjos, santos, duendes, gnomos, para a vovõ falecida,  PARA O PRÓPRIO CÉREBRO QUE ESTÁ CHEGANDO ao nível de ameba.No máximo retiram-se em raves ou festas superficiais e/ou são ateus. Porque indivíduo inteligente de verdade, é indivíduo ateu,minha gente.
Uma salva de palmas para essa suposta liberdade (moderníssima) tão verdadeira quanto nota de 3 reais.