Hoje me dediquei ,desde que levantei, a ler sobre esse assunto que parece ter ocupado as mentes mais efusivas, mais à toas, mais traídas. Eu estou começando a ter sérios problemas com a psicanálise. Isto porque toda vez que leio algo de psicanalistas, ao invés de absorver da leitura uma compreensão sobre o homem, sobre mim mesma,oras bolas, eu saio da leitura mil vezes pior do que entrei. Meu Deus, nem estou falando do grande "fodão" da psicanálise Sigmeund Freud ( me deu uma vontade de escrever froiiiiid , ai lembrei da Madonna : "Sigmeund Freud analize this") . Na verdade acho que só consegui ler algumas frases clichês dele por aí. Mas estou falando de alguns loucos psicanalistas twitteiros , blogueiros atuais que ficam falando sobre as relações amorosas e sexualidade. Para uma ampla maioria, e é fato, a POLIGAMIA ESTÁ DE VOLTA e segundo eles, QUE ÓTIMO. É gente, podem discordar a vontade, desabafem também. Mas sem condições, estamos caminhando rumo à quê? Segundo a psicanalista Regina Navarro Lins, estamos caminhando a passos curtos para a extinção do contrato de exclusividade entre casais e a uma melhor aceitação da traição. Traição, esta minha gente, que nem deve ser chamada segundo Regina, de traição, porque é uma palavra muito forte. Palavras de Regina "[...] não considero relação extraconjugal traição. A palavra traição me parece totalmente inadequada, porque é uma coisa muito grave trair. Relação extraconjugal é uma coisa muito comum, corriqueira. Ou seja, as pessoas são casadas e têm vontade de variar, ter relações extraconjugais, e nada é mais normal que isso. Volto a repetir que o grande problema é o pacto de exclusividade. O que é uma ficção..."
Sim, a extinção do pacto/contrato de exclusividade do tipo "Você é meu e se anule porque seremos uma só carne (e uma risada de bruxa)" é, de fato uma evolução. Regina arrasou nesse sentido. Temos que ter nosso individualismo , nossos momentos de perfeita harmonia com nós mesmos. Não acho possível ser feliz fazendo de alguém seu único objetivo e motivo de vida e nem achar que tal pessoa é sua alma gêmea, que foram feitos um para o outro e nada mais importa. Há família, há amigos, há trabalho, estudo, momentos e há seu companheiro(a) junto nesse bololô .
Mas, pelo amor de Deus, vamos por partes, como diria Jack, o Estripador. Dizer que a traição e a poligamia na jogada também (afinal poligamia neste país não é aceita e é portanto uma traição ) é comum, tudo bem, mas pode-se dizer que é normal??? Uma coisa é você trair porque afinal de contas não assinou nada que falasse que deveria ser santo, casto e perfeito, todos nós temos dúvidas, vontades, loucuras, paixões que nos fazem agir por instinto. Outra é você trair e se sentir culpado não por ter traído, mas porque a sociedade está massacrando você com a exigência de uma exclusividade da qual você é meramente vítima.
Então tá .Vamos sanar problemas psicológicos de carências, falta de sexo com nosso parceiro, falta de conversa, falta de amor (toma coragem e termina caramba!) , tristeza no emprego, brigas por causa da posição da escova de dente por meios fisiológicos. Vamos pensar com nossa vagina e nosso pênis, vamos saciar nossos desejos mais íntimos e sensuais e vamos, e isso é o mais importante, dizer para nosso cônjuge, parceiro, namorado: " Fiquei com outra pessoa e nos dias de hoje isso é natural, meu bem, super normal. Tanto que repetirei semana que vem. Vai me querer mesmo assim ou não? Decide aí, porque tenho um sexo às 21h."
Vamos regravar em 2020 o filme "Guerra do Fogo" (aquele que sempre assistimos na aula de História, em alguma série do Ensino Fundamental) que conta como era a vida pré-histórica. A única diferença para tudo daquela primeira versão é que estaremos mais bonitinhos.
As pessoas não tem a mínima vontade de sentarem e meditarem sobre si mesmas, de assumirem seus próprios demônios e medos com convicção e diginidade. Menos ainda preocupam-se em fazer uma prece, uma oração, de voltarem seu pensamento que seja para uma bola de energia, para o Sol, para os deuses, para os anjos, santos, duendes, gnomos, para a vovõ falecida, PARA O PRÓPRIO CÉREBRO QUE ESTÁ CHEGANDO ao nível de ameba.No máximo retiram-se em raves ou festas superficiais e/ou são ateus. Porque indivíduo inteligente de verdade, é indivíduo ateu,minha gente.
Uma salva de palmas para essa suposta liberdade (moderníssima) tão verdadeira quanto nota de 3 reais.

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ResponderExcluirMagnífico, Alezinha. A evolução é a do cérebro em "nível de ameba". Continue escrevendo, amiga. Muito bom. Vou passar sempre por aqui. ;)
ResponderExcluirMariana Tavares